5 comportamentos machistas para as mulheres repensarem em 2019

fevereiro 27, 2019


A gente sabe que o final de ano é só mais um ciclo criado pela humanidade para organizar essa coisa maluca que o tempo. Ainda assim, ele nos enche de esperança em relação a mais um novo começo e a possibilidade de fazer diferente o próximo ano que começa. Mudar hábitos e comportamentos é tarefa difícil, mas absolutamente necessária. Estar vivo é, por excelência, poder ser melhor para quem está perto e para você mesmo. Pensando nisso,  organizei uma lista de comportamentos machistas – que muitas vezes reproduzimos sem nos dar conta da sua gravidade – que você pode tentar mudar. Vamos juntas?

Deixar de fazer piadas que subestimam e/ou inferiorizam mulheres;
Piadas não são só piadas, elas representam construções sociais. É claro que você não inventa o machismo em si quando faz uma piada machista, mas você confirma sua existência e expande seu alcance ao normalizá-lo pelo humor.

Consumir produtos ou contratar serviços feitos e exercidos por mulheres, sem pressupor pior qualidade nisso;
Mulheres e homens são igualmente capazes e competentes. Infelizmente, o machismo arraigado faz com que muitas mulheres sejam subestimadas em sua capacidade de produção e criação.

Não julgar o comportamento sexual de uma mulher;
A associação entre caráter e sexualidade é uma das facetas mais perniciosas e disfarçadas do machismo, que vitimiza diariamente as mulheres.  Achar, com frequência, que a condução da sexualidade implica numa relação direta sobre o caráter da mulher é reduzi-la a sua sexualidade, além de, obviamente, ser completamente descabido. Com quem ou com quantas pessoas uma pessoa se relaciona sexualmente não diz nada sobre ela e não diz respeito a mais ninguém.

Não usar expressões que subestimam mulheres;
Dizer que uma mulher “trabalhou como um homem”, que alguém fragilizado é “uma mulherzinha”, ou expressões dessa estirpe são muito comuns porque fazem parte do léxico oral dos brasileiros. É claro que, muitas vezes, não fazemos por mal e falamos sem pensar. No entanto, esse exercício é importante e deve ser feito. Aos poucos, começamos a abrir mão dessas expressões.

Não estimule competição entre mulheres;
“Você é mais bonita que ela”, “você é melhor que minha ex”, “você cozinha quase tão bem quanto minha mãe”, “fulana se arruma melhor”: a competição entre mulheres é fonte de extrema ansiedade e insegurança, o que fragiliza e machuca as mulheres. Não incentive competição. Quanto mais unidas, mais fortalecidas estaremos para lidar com o machismo cotidiano.

Talvez você não tenha todos esses comportamentos. Talvez tenha e pense que eles não são assim tão prejudiciais. É bem verdade que a questão do machismo é gigantesca e toca diferentes âmbitos da nossa vida. Há muito pra ser feito, sim, e por todos nós. Não, não vai ser você sozinha que vai mudar o mundo, mas já dá pra começar a fazer diferente e mudar a si mesma. Por que não em 2019?

Marcella Rosa é graduada em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, onde também cursou o Mestrado em História e Crítica Literária. Dizem que ela está para acabar o Doutorado e agora estuda Filosofia. Mas só estou te contando isso porque dizem que convence melhor, já que você não deu bola para o que importa: ela é mulher.

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